quinta-feira, 29 de novembro de 2018

O Brasil apocalíptico dos acadêmicos

Definitivamente, os acadêmicos mais renomados das nossas universidades públicas vivem hoje em um universo paralelo, um mundo à parte criado por eles num ímpeto de fuga e auto alheamento da concretude terrena, um reduto mental totalmente apartado do mundo real. De lá, julgam poder analisar (e deplorar) a realidade deste nosso Brasil sem reconhecê-la de fato.

Alardeiam "golpes", usurpações e abusos do judiciário onde ocorreram apenas procedimentos corretivos perfeitamente regulares (e até inescapáveis, tanto quanto necessários) dentro da normalidade de um Estado democrático de direito. Choram e lamuriam o "crepúsculo" da democracia brasileira quando o que há de fato é a aurora de uma representatividade política real, de uma verdadeira correspondência entre as legítimas aspirações da população brasileira - aspirações há muito reprimidas, manipuladas ou diluídas pelos poderes dominantes - e as instituições públicas que deveriam empenhar-se por traduzi-las em atos de governo.

Bons tempos aqueles... não?...
Para eles, democracia mesmo havia quando o povo votava em quem sempre votou, comprado por algum tipo de assistencialismo ou iludido por promessas irrealizáveis, ideologias, discursos demagógicos, peças de propaganda oficial, bonanças efêmeras e crédito facilitado. Agora, choram a queda daquele antigo regime, lamentam a agonia do velho fisiologismo, saudosos dos tempos em que PT e PSDB (com seus respectivos satélites) podiam se alternar tranquilamente no poder, simulando uma oposição de fachada e logrando (des)governar o país e "promover a indústria nacional" mediante um capitalismo de compadrio com Batistas e Odebrechts, favorecidos, é claro, também por um centrão conivente, num grande acordo de comadres.
"Democracia" segundo os acadêmicos
Enquanto celebramos o fim da manipulação da opinião pública (e da captura do Estado por uma agenda partidária que se provou altamente nociva e perversa) e festejamos o efeito mais radiante desse despertar da consciência popular, que é a ascensão de um governo que poderemos chamar, com alguma propriedade, de democrático (finalmente!), as grandes mentes esclarecidas da elite acadêmica lamuriam, como velhas carpideiras, o "ocaso da democracia" no Brasil...

Isso já não é mais um efeito de paralaxe cognitiva. É esquizofrenia auto induzida!

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Podemos amar nossos pets e chamá-los de "filhos"?



Eu gosto muito de cachorros. Gosto tanto a ponto de ter vertido lágrimas, já depois de adulto, quando morreu um pastor alemão que tínhamos no sítio. Conhecia-o desde que nasceu, era o mais fofucho dos filhotes que a cadela teve e por vários anos ele havia sido um bom companheiro de passeios, brincadeiras e corridas. Afeiçoei-me muito a ele. Mas nunca me permiti criar o mau hábito de chamá-lo de "filho" ou tratá-lo como tal. Não é adequado chamar nossos pets de "filhos". Leia o texto até o fim e entenda o motivo.
É natural que tenhamos afeto por criaturas de outras espécies, mas o que acontece hoje em dia com muitas pessoas é uma desordem afetiva que com frequência pode ser ofensiva a Deus. Nosso amor deve ser ordenado primeiramente à própria Fonte da nossa existência, Àquele que nos amou até a morte de cruz: o Deus Uno e Trino. Em seguida, devemos amar o nosso semelhante como amamos a nós mesmos, o que significa que devemos amar os outros seres humanos com um grande amor. E só depois é que devemos amar as outras criaturas.

Mas hoje em dia há pessoas que tem namorados com os quais já se relacionam sexualmente sem formalizar compromisso algum e não querem ter filhos, apenas pets. (Relações sexuais só deveriam acontecer entre pessoas unidas em santo matrimônio e filhos numerosos deveriam necessariamente ser o fruto dessas uniões.) Aí essa gente insana ainda chama os pets de "filhos"... E gastam com os pets mais $ do que jamais gastariam com uma pessoa necessitada. Ou dedicam mais tempo e afeto aos pets do que ao próprio Deus. Enfim, esta é apenas uma das várias consequências da desordem espiritual que os maus costumes modernos causaram nas pessoas. Sei que este muitas vezes não é um erro intencional, mas é bom irmos corrigindo isso o quanto antes.
Podemos ter pets, é bom ter pets, sabemos que alguns santos tiveram seus pets e os estimavam muito, como S. Francisco de Paula, que tinha um cordeirinho chamado Martinello. Outro santo ainda mais conhecido, Francisco de Assis, era famoso por sua amizade com os pássaros. Entretanto, nenhum deles amava mais os seus pets do que a Deus ou ao próximo.

Jamais devemos dar a um pet mais tempo, afeto e recursos do que damos a Deus e aos nossos semelhantes. Até porque há pouco mérito em amar um pet justamente porque é muito fácil amar um pet, já que nós o vemos e interagimos com ele diretamente (ao contrário de Deus e dos Anjos) e o pet, não sendo igual a nós em inteligência e livre vontade, não nos chateia nem nos desaponta (ao contrário dos outros seres humanos). Como é fácil demais amá-los, há pouco mérito em amá-los, pois exige pouca virtude da nossa parte.

Amar ordenadamente cada ser conforme o seu valor intrínseco é uma virtude indispensável.

O valor de Deus é infinito, o valor dos Anjos é imenso, o valor de outro ser humano é tão grande quanto o meu valor, e o valor das demais criaturas de Deus é também grande, mas é menor que o valor de um ser humano, menor que o valor de um Anjo e, claro, infinitamente menor que o valor de Deus. Que o nosso amor seja assim bem ordenado e vivido com sabedoria!

Ame o seu pet, mas jamais acima de Deus, do seu Bom Anjo da Guarda, que sempre está ao teu lado pra te proteger, e do seu próximo que necessita de você. E evite chamar o pet de "filho", pois ele não o é. 

Se soubermos amar nossos pets da maneira certa, podemos até aprender com eles a sermos mais humildes, dóceis e obedientes a Deus como eles o são a nós. Como São Josemaría Escrivá, que desejava tornar-se semelhante ao humilde jumentinho que levou Nosso Senhor na sua entrada em Jerusalém para nos redimir.
Detalhe da pintura de Giotto



quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Prof. marxista da USP admite: universidades estão "politizadas demais" e precisam de "reforma profunda"


Na sua entrevista para o programa Roda Viva da TV Cultura no último dia 29, o escritor especialista em Marx e professor emérito de Filosofia da USP José Arthur Giannotti repetiu alguns clichês  prematuros que temos ouvido ad nauseam da boca dos críticos do presidente recém-eleito Jair Bolsonaro, mas também elogiou as inovações tecnológicas do agrobusiness e sugeriu que o Brasil precisa se integrar aos novos conhecimentos do capitalismo global e se tornar mais eficiente na geração de riquezas

Giannotti também admitiu certas realidades que, via de regra, não se espera ouvir de um filósofo da USP especialista em Marx:

Estamos numa crise econômica miserável, nos recuperando de uma das maiores recessões da nossa história, provocada pelo governo Dilma.”

Existe um perigo sério na universidade que, vamos dizer francamente, ela se politizou demais! Nós temos, na nossa Faculdade de Filosofia (FFLCH-USP), na ECA (Escola de Educação e Artes-USP) e assim por diante, nós temos uma situação política de extrema sensibilidade! Eu acho que esse clima [ideológico] precisa abaixar! Não se abaixa esse clima através de censura e através de outras invocações, mas que a universidade precisa passar por uma reforma profunda, eu acredito que sim!

A universidade está tomando posições políticas apressadamente ou, ao menos a meninada das universidades e certos professores, estão tomando posições políticas de uma maneira muito rápida e de uma maneira que não implica justamente num diálogo político! Há verdadeiras carreiras políticas feitas nas universidades com determinadas linhas. Isso precisa terminar. Nós precisamos ampliar a discussão política nas universidades. Não diminuí-la, mas ampliá-la e respeitar as diversas posições.”



quarta-feira, 10 de outubro de 2018

A esquizofrenia moral da galerinha do EleNão

Pergunte a si mesmo(a) com sinceridade: na guerra de narrativas dessas eleições, você tem certeza de que está defendendo o lado "do bem"? Jair Messias Bolsonaro nunca se apresentou como algo semelhante a um "salvador da pátria" nem pretendeu ser um homem santo ou um candidato perfeito que nos livrará de todas as nossas agruras. Ele mesmo não hesita em reconhecer os seus próprios limites e as declarações equívocas que deu no passado.
Contudo, é aterradora a desproporção moral que há na comparação que certas pessoas fazem entre as faltas dele e as do PT. Há pessoas que, embora digam possuir valores éticos consistentes, insistem em dizer que o verdadeiro perigo totalitário é representado por Bolsonaro e que, diante de uma ameaça tão grande, só lhes resta a opção de votar no PT! Questione-se se isso não seria um absurdo contrassenso e sintoma de pura esquizofrenia moral, levando em conta o seguinte:
De um lado você tem um homem de temperamento um tanto impulsivo, às vezes rude no modo de falar e que já disse muitas estultices no passado, mas que também provou com palavras e atos estar arrependido delas. É um homem, porém, que nunca atentou diretamente contra a vida ou a propriedade de ninguém, pelo que sabemos.
Bolsonaro: um novo Hitler?
Chamam-no de "misógino", mas ele ajudou a eleger as duas mulheres mais bem votadas dessas eleições: Janaina Paschoal e Joice Hasselmann, ambas pelo PSL. Chamam-no "racista", mas ele ajudou a eleger o negro mais bem votado da nossa história: Hélio Lopes, também do PSL! Chamam-no "homofóbico", mas no YouTube não faltam gays e lésbicas manifestando apoio a ele e vídeos que mostram o próprio Bolsonaro confraternizando e abraçando homossexuais. Não acha muito estranho que esse homem seja chamado até de "nazista"?? Se ele é tão ruim assim, por que foi ele a vítima de um atentado a facada? Se ele é perverso, por que o inescrupuloso estamento burocrático que nos explora, além de toda a grande mídia manipuladora, estão contra ele?

Será que a galerinha "humana", "ética" e supostamente "cristã" do EleNão não percebe que o medo que a esquerda tem dele é, na verdade, um puro receio de perder seu poder, seus esquemas e seus privilégios!? Um homem que em quase três décadas de serviço na política nunca se envolveu em esquemas de corrupção, ficando fora inclusive dos maiores deles, como o Mensalão e o Petrolão, um homem cuja atuação no parlamento foi marcada pela defesa da vida inocente, da integridade física e psicológica dos mais vulneráveis e da segurança pública de que os trabalhadores brasileiros tanto carecem merece tanta desconfiança e tanto repúdio assim??
Do outro lado, você tem o partido mais corrupto, mais manipulador e um dos mais totalitários da história recente do Brasil! Um partido que, não contente em espoliar o povo brasileiro e depauperar a nação, não contente em aparelhar as nossas instituições para servirem aos interesses do partido, não contente em corromper a nossa cultura e as nossas artes, chegou até a remeter recursos do nosso povo, recursos que poderiam socorrer doentes que agonizam nas filas dos hospitais, por exemplo, para sustentar regimes ditatoriais no estrangeiro.
Fome na Venezuela
Sim, dinheiro nosso foi usado pelo PT para favorecer ditaduras no exterior, como o regime venezuelano (via BNDES), que já executou mais de 8 mil pessoas, segundo denúncia da Anistia Internacional, e tem levado outras milhares de pessoas a sofrerem com a perseguição, a carência de produtos básicos e a fome! Ou o regime cubano (via programa "Mais Médicos", que enviava parte do salário dos médicos cubanos diretamente para o governo tirânico de Fidel Castro), um parceiro histórico do PT no Foro de São Paulo e que mantém a mais longa ditadura das Américas! Trata-se de um partido que promove diretamente a cultura da morte, inclusive o assassinato de crianças inocentes em gestação (aborto!), e que tem parte no rio de sangue derramado pelo regime de Maduro! (Assista esta reportagem do Jornal da Record: https://bit.ly/2yeosFR)
PT: nossa salvação democrática?
Portanto, esteja certo: ser "humano" e "cristão", nesse caso, é rejeitar absolutamente o PT, sua funesta veia corrupta e corruptora e seu desumano totalitarismo! A atitude mais cristã que um brasileiro pode ter nessas eleições, pelo bem de todos, inclusive das minorias, é votar 17. Não é o candidato perfeito, mas é de longe o melhor que temos no cenário atual, como já admitem os veículos mais sérios da imprensa internacional: https://noticias.r7.com/eleicoes-2018/um-dos-principais-jornais-de-negocios-do-mundo-elogia-bolsonaro-09102018
Vejam o Trump: dizia a mídia esquerdista que ele seria um novo Hitler, que perseguiria minorias e faria guerras. E o temos fazendo acordo de paz com a Coreia do Norte, ajudando seu país a prosperar e favorecendo inclusive as minorias: https://www.gazetadopovo.com.br/rodrigo-constantino/artigos/negros-e-hispanicos-tem-mais-empregos-sob-trump-voce-nao-vai-ver-na-cnn/
A esquerda embusteira não quer que abramos os olhos para a realidade, mas sim nos envolver numa névoa de falsidades, jargões ideológicos e vitimismo dramático. Não se deixe manipular!

quinta-feira, 10 de maio de 2018

Devem ser feitas orações nas escolas públicas?...

A resposta é não e sim. O professor não deve ser autorizado a fazer orações de qualquer confissão religiosa durante a aula, e nisto estou de acordo com o que são contra as orações nas instituições públicas de ensino. Isto inclusive está previsto no Projeto Escola Sem Partido: o professor NÃO DEVE ter licença para exercer qualquer forma de doutrinação sobre as turmas de estudantes a ele confiadas! Cabe a ele apenas ensinar bem a matéria escolar que lhe compete, honrando assim o salário que recebe. 
É justo e bom que a sala de aula seja neutra em matéria de religião,
mas não a escola inteira e as instituições públicas em geral.
No entanto, no início de cada dia letivo, isto é, antes das aulas, deveriam ser rezados, no pátio escolar, ao menos as seguintes orações: o Vinde Espírito Santo, o Pai Nosso, a Ave Maria, o Santo Anjo do Senhor e o Glória ao Pai. Não leva nem 5 minutos para rezá-las! Nos intervalos maiores entre as aulas, seria ótimo se houvesse um padre disponível em cada escola para ouvir confissões e aconselhar os alunos que o procurassem, de segunda a quinta-feira. No intervalo da sexta-feira, celebração da Santa Missa! 
Toda escola pública deveria ter um serviço de capelania católica
Portanto, sou a favor de que nas escolas públicas haja não apenas orações católicas, mas celebração semanal de Missas nas escolas, atendimento de confissões e direção espiritual por sacerdotes bem preparados para este apostolado. O Brasil nasceu sob a cruz de Nosso Senhor, por isso foi chamado inicialmente Terra de Santa Cruz. 
Fundadores da cidade de São Paulo
O Brasil, enquanto nação, foi fundado por missionários católicos e índios convertidos ao catolicismo, como os da tribo do cacique Tibiriçá, que fundaram a cidade de São Paulo com os padres jesuítas, ou os índios da tribo de Araribóia, que fundaram Niterói e ajudaram os portugueses a defender e fundar o Rio de Janeiro. Acaso seria justo que uma nação fundada sob a égide da Santa Cruz seja impedida de cultuar publicamente o seu Senhor e Salvador conforma a fé e a doutrina de seus antepassados?...
Eventualmente, até mesmo bispos poderiam se fazer presentes nas escolas
para transmitir a sabedoria e a graça misericordiosa de Jesus aos estudantes
Muitos estudantes são expostos (inclusive dentro das escolas) às drogas, às péssimas influências de indivíduos maliciosos e a realidades de desorientação moral e violência. Isso sem mencionar os incontáveis tipos de problemas familiares que muitos deles enfrentam diariamente ou as situações de precariedade que observam em suas comunidades de origem. Para poderem lidar melhor com tudo isso e com as suas próprias dificuldades e questões pessoais, um contato mais próximo com bons sacerdotes ou catequistas bem formados poderia ser de incalculável ajuda na formação desses jovens! 
A orientação de bons padres poderia fazer um bem imenso aos alunos
É justo e legítimo, portanto, que o Estado brasileiro promova (sem obrigar) a prática da sua fé fundadora: a fé de Pedro, Paulo e dos demais apóstolos de Nosso Senhor Jesus Cristo. É justo que seja honrada a memória dos primeiros missionários que aqui chegaram, enfrentando incontáveis perigos, dificuldades e martírios para evangelizar os nativos. É justo que o divino Redentor da humanidade e sua amorosíssima e virtuosa Mãe sejam honrados publicamente! 
A Mãe do Senhor foi nossa co-redentora, uma vez que uma espada de dor lhe transpassou a alma ao ver o Filho crucificado (Lc 2, 35). Só isso já seria motivo suficiente para querermos honrá-la também nos espaços públicos!
Quanto aos protestantes, pagãos, ateus e outros, a liberdade de não participar do culto católico realizado em espaço público ou privado lhes deve continuar sendo tranquilamente assegurada, como sempre foi. Há muitos países cujos Estados são confessionais (isto é, confessam uma crença religiosa específica), mas que dão plena liberdade de culto aos seus cidadãos de outros credos. Uma coisa não impede a outra. Exemplos são a Inglaterra anglicana, a Dinamarca luterana, o judaísmo de Israel e o catolicismo de Mônaco, da Costa Rica e de Malta.
Dias comandou uma tropa de negros católicos que ajudaram a defender o Brasil
A ideia de um "Estado laico" é uma usurpação! Este país foi fundado, edificado e defendido basicamente por católicos! (Inclusive católicos de origem africana, como os que compunham a tropa de Henrique Dias na histórica batalha contra os invasores calvinistas holandeses). 
Brasão do 1º Império do Brasil, de D. Pedro I, sustentado por Anjos
No centro do brasão e sobre a coroa está a Cruz de Cristo
É claro que muitos protestantes, pagãos e até ateus também ajudaram a construir o Brasil, mas apenas minoritariamente. O Brasil não nasceu luterano, umbandista ou ateu, nasceu católico. Os demais têm a liberdade de culto privado e o direito à objeção de consciência (que lhes dá a opção de não tomarem parte nas práticas com as quais não concordam) e isto lhes basta.
Primeira Missa celebrada em território brasileiro.
Pero Vaz de Caminha narrou que índios participaram devotamente.
É justo e necessário que Cristo e sua beneficente doutrina reinem nos corações, nos espaços públicos e em toda parte, para Sua honra e glória e em vista da salvação das almas e do bem de todos os povos, inclusive dos que ainda não O conhecem! 

+ Christus vivit, Christus regnat, Christus imperat +

sexta-feira, 4 de maio de 2018

O que é um santo?...

Recentemente assisti um filme produzido pela RAI sobre a vida de S. Giuseppe/José Moscati. Não sei exatamente quais cenas no filme foram "acréscimos" ou "adaptações" da vida do santo para o cinema e quais correspondem fielmente à sua biografia, mas devo dizer que este longa-metragem me comoveu e deu muita matéria para reflexão!
Aproximando-se do final do filme, peguei-me pensando que ele havia fracassado e havia perdido tudo: a mulher que amava, a cátedra para lecionar na faculdade de medicina, o melhor amigo, os objetos de valor de sua casa, os postos que poderia ter alcançado na sociedade... Mas só nas cenas finais o filme fez eu me dar conta, comovido, do mundanismo da minha percepção: ele havia perdido, sim, todos os bens menores e passageiros para ganhar o Bem maior, supremo e eterno! Venceu-se e agora triunfava entre os felizes eleitos! Agora ouvia: "Muito bem, servo bom e fiel! [...] Entra e participa da alegria de teu Senhor!"

E fiquei pensando sobre esta realidade: ser santo não é outra coisa senão atualizar em si a kenosis de Cristo! É presentificar novamente o Cristo na história humana!
Uma mulher que trabalha muito no hospital e se dedica ao próximo sem esperar deles nada em troca, ao lado de um médico que exerce o seu exigente ofício mais por amor do que por qualquer outra coisa. Poderá o mundo compreendê-los?
E pensei ainda no quão derrotado eu poderei ser se, ao fim da vida, o mundo me julgar bem sucedido, alguém que "venceu na vida"! E quão vitorioso posso chegar a ser, ainda que o mundo me despreze e me considere um fracassado! O cristianismo é, realmente, uma fé incompreensível para a lógica do mundo, "escândalo para os judeus, loucura para os pagãos"! Não admira que o cristão seja alvo de deboches, incompreensões, escárnios, censuras e, não poucas vezes, perseguições! Ele contraria tudo o que o mundo insano mais ama, nega o que o mundo promove, rejeita o que o mundo enaltece, contraria toda a lógica (hedonista, egoísta e soberba) da autossatisfação como prioridade da vida!
São José Moscati, rogai por nós.
Não há nada mais transgressor, ousado e anti-sistêmico do que se aventurar a compreender as razões profundas do cruz e abraçá-las como um projeto próprio e radical de vida! Sim, um cristão santo é um audaz revolucionário, mas não porque brada "contra o capitalismo" (como gostaria o padre de passeata mancomunado com o socialismo), mas sim porque o santo testemunha uma verdade incômoda: uma vida alheia às modas e à volúpia do mundo não só é possível, mas é também superior, é melhor, é mais razoável, mais vitoriosa e mais feliz! E isso não é algo que os mundanos estejam dispostos a perdoar! < Para ler mais sobre S. José Moscati: http://cleofas.com.br/jose-moscati-o-medico-santo-eb/ >

Desconstruindo o conceito de Freud sobre a religião

Se, como apregoava o "pai da psicanálise", as religiões e a crença de tantas pessoas em Deus não passam de autoenganos e ilusões causados pela necessidade do homem de sentir-se protegido por um pai poderoso (isto é, pela sua insegurança), pela necessidade de se inebriar de algo que lhe tire o foco da realidade presente (a fim de poder suportar o sofrimento e a miséria da vida humana) ou, ainda, pela necessidade de cultivar a esperança numa existência que lhe permita subsistir para além da inexorável morte (isto é, pelo medo de morrer), então como explicar que mentes tão ou mais científicas que a de Freud tenham considerado perfeitamente razoável crer em Deus?
Tomando essa premissa freudiana por verdadeira, todas as pessoas prósperas (de situação financeira confortável), saudáveis e que lidam diretamente com ciências que envolvem um alto grau de racionalização deveriam ser ateias. O que não se confirma a partir da observação da realidade. Se tal premissa fosse verdadeira, não seria possível a existência de cientistas brilhantes, prósperos e teístas, como Max Planck, Benjamin Carson, Frank Tipler, Francis Collins, John Barrow, Louis Pasteur, Antoine Lavoisier, Gregor Mendel, Nicolau Copérnico, Isaac Newton, Santiago Moure, Landell de Moura, Alexis Carrel, e tantos outros. 

Creio que Freud até deu algumas contribuições importantes para a compreensão da psique humana, mas muito do que ele escreveu não passava de palpite. Sim, em diversos assuntos sobre o quais escreveu, Freud não passou de um palpiteiro. Entretanto, muitas bobagens que Freud escreveu são disseminadas à exaustão (e às vezes elevadas indevidamente à categoria de dado científico) porque são úteis a um certo projeto político e cultural. 

Naquilo que Freud parece útil aos ideólogos de esquerda (como seu ateísmo e seu pan-sexualismo), eles assimilam e espalham, mas naquilo de Freud que lhes desagrada (como seu machismo), eles nem mencionam. Portanto, não levemos Freud e os freudianos tão a sério... Lembre-se da desgraça que freudianos como Reich e Marcuse fizeram à cultura dos países ocidentais.